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Azul Linhas Aéreas cogita a compra de aviões de grande porte

Azul Linhas AéreasA Azul Linhas Aéreas foi criada e comandada por David Neeleman, norte-americano nascido no Brasil. O início das operações se deu em 15 de dezembro de 2008. Em 2009, sentindo a necessidade de atender cidades menores com voos de pequenas distâncias, encomendou aviões ATR-72, que entraram em operação a partir de 2010. Embora a empresa tenha sido criada como uma empresa de baixo custo (low cost), com passagens aéreas baratas, seus preços já não atendem exclusivamente a este setor do mercado.

Com mais de três anos desde sua criação, a Azul Linhas Aéreas mudou o panorama da aviação comercial brasileira. Em 28 de maio de 2012 foi anunciada a fusão da companhia com a TRIP Linhas Aéreas. Na prática, com o passar do tempo, a TRIP Linhas Aéreas deixará de existir, herdando a Azul todas as aeronaves e rotas da empresa. Juntas, Azul e Trip Linhas Aéreas somam 121 aeronaves, 840 voos diários, 100 destinos atendidos e aproximadamente 15% do mercado doméstico. Hoje, com quase 10% de participação, consolida-se como a terceira maior companhia de linhas aéreas do País.

Neste período, a empresa atingiu recordes mundiais e conquistou alguns dos melhores índices do setor de aviação brasileira. O diretor de marketing da Azul, Gianfranco Beting afirmou que as linhas aéreas Azul já estudam a aquisição de aviões de grande porte, de fabricantes como Boeing e Airbus. Explicou que a “… médio prazo, dentro de cinco anos, isso é possível. Tanto para voos internacionais como para atender grandes capitais no Brasil”.

Atualmente, a empresa opera voos com jatos da Embraer, de até 118 assentos, e também com aviões turboélice menores, do fabricante ATR. Beting defendeu a redistribuição de slots (direitos de pouso e decolagem em horário determinado) em Congonhas, mas apenas daqueles que estão subutilizados pelas companhias que hoje operam voos no aeroporto. “A gente repudia a retirada de slots de quem tem e está usando. Isso é um direito inalienável”, disse. “Mas os slots de gaveta, que a gente sabe que as companhias não usam é que devem ser redistribuídos.”